segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Presentear-te

Dia desses me peguei pensando sobre como é complexo o ato de presentear.
Ofertar algo a alguém como sinal de apreço, consideração, agradecimento ou retribuição.
Parece simples, não é? Mas envolve tanta coisa ... 
Se você está pensando que presentear é somente dar uma passadinha no shopping, escolher qualquer coisa, colocar numa caixa com laçarote de fita e ...
mandar entregar ao destinatário, tenho a ligeira impressão que você está enganado.
Seria, então, uma arte?
Não é de hoje que presentear traduz um gesto de bondade e afeto.
Basta lembrar...

dos Reis Magos,
da tradição do presente de Natal,
da troca de ovinhos de páscoa...


Pois bem, nos dias de hoje, podemos até presentear para cumprir uma formalidade, regra de etiqueta, ou até mesmo para seguir uma tradição, mas você deve saber que não é desse tipo de presente a que estou me referindo.

Refiro-me ao presente de uma forma bem mais completa, aquele ato que congrega muitas coisas importantes para nossas relações pessoais, como: demonstrações de carinho, cuidado, zelo e atenção; uma excelente oportunidade de manifestar apreço e gratidão por alguém.
È um gesto que envolve sensibilidade, sentimento, doação de verdade, entrega, no sentido mais completo da palavra.
Então, pra mim, presentear é, antes de tudo, uma arte, pois requer auto-conhecimento e de certa dose de talento para conhecer o outro, o que requer disponibilidade, discernimento, observação, respeito e bom senso. É como percorrer um caminho, saindo de si mesmo até encontrar o outro.
É a verdadeira arte de se dar de presente através de um objeto, um cartão, um gesto, uma lembrança.


A arte da minha mãe, um presente pra lá de especial!
Acho que aprendi bem essa lição com minha mãe. Ela é especialista em me presentear com os objetos de arte que ela faz. As paredes da minha casa servem de moldura para os quadros dela. Mas não é só isso! Tem também os tapetes, almofadas e toalhas bordadas. Essa tradição vem de longas datas. O meu vestido de noiva foi obra de arte dela também. Como não se orgulhar desse talento?

No seu presente, vai um pouquinho (ou muito) de você também!


Se você permitir, se essa for realmente sua intenção, muito de você pode estar contido no presente, por minúsculo que seja ele.
Se você usar toda sua sensibilidade e escolher um presente que traduza por si só todo o carinho que você deseja expressar, então, certamente, seu presente  terá muito de você e, será um sucesso, pois (você) será lembrado para sempre.

Sendo assim, o que poderia ser uma mera formalidade, pode se tornar uma grande oportunidade de causar impacto, surpreender alguém e  revelar muito de você também

Presentear é também um excelente exercício de  empatia e generosidade.
Conexão com o sagrado, 
presentes de Su e Adel.
É uma tentativa de adivinhar o que a outra pessoa gosta, o que a faz feliz. É abrir mão de algo que nos pertence e ofertá-lo a alguém. É também a capacidade de abdicar de nossas próprias vontades, preferências e escolhas para simplesmente agradar ao outro,

Há pessoas que se identificam tanto com esse gesto de doação que preferem presentear a serem presenteadas. Isso faz todo sentido!
Na verdade, ao ofertarmos um presente a alguém somos verdadeiramente agraciados por essa oportunidade dar e receber amor.
No fundo, ofertamos um presente imaginando causar certo impacto, sermos lembrados, recebermos atenção e carinho, ou, no mínimo, também ficarmos felizes com a alegria do outro.

Particularmente, gosto de presentear e ser presenteada, mas, confesso que preparar um presente para alguém muito especial é realmente uma tarefa muito prazerosa, desde o planejamento, a procura, a escolha, a compra ou confecção, os arremates finais, a embalagem, os laçarotes de fita, o cartão, a mensagem até chegar ao momento da entrega, e aí vem a melhor parte: a surpresa, o sorriso, o abraço,

Não é à toa que gosto tanto de fazer mimos inesperados a pessoas que amo, independentemente de datas comemorativas.
É muito bom poder dar e receber esse aconchego, e um dos principais motivos para isso está no fato de que o presente poder "carregar" consigo algo intangível, simbólico, atemporal, algo que nós projetamos nele; coisinhas tão básicas e essenciais quanto ...




Apesar de tudo isso, infelizmente, algumas pessoas confundem o verdadeiro significado de um presente e só dão valor a presentes caros, de grife e marcas famosas.
Ignoram o gesto, a entrega, o sentimento. Esquecem que os rótulos, as marcas, as aparências não valem absolutamente nada se não houver conteúdo, essência, verdade. E, por essa perspectiva, essas pessoas nem se dão conta de que deixam de aproveitar a melhor parte dessa valiosa experiência de troca; as relações entre pessoas que se gostam, se curtem, se amam.

Presentes dados por interesse ou em troca de favorecimentos e prestígio estão recheados de falsidade e hipocrisia, por isso são efêmeros, logo caem no esquecimento e deixam de fazer qualquer sentido. Presentes assim têm um curto período de vida, como se já contivessem datas de validade. Muitas vezes, vão parar no fundo de uma gaveta, num armário esquecido pelo tempo ou vão direto para o lixo, e para que isso aconteça, não precisa muito, basta que saiam de cena os reais interesses que lhes davam sustentação temporária.

O valor de um presente 


Todo presente tem, sim, o seu valor, porém, na minha concepção, o valor monetário é o que menos importa. O que conta mesmo é o valor sentimental, afetivo.
O valor do presente é algo essencialmente subjetivo e, por isso mesmo não guarda qualquer relação com o preço de mercado. O presente não precisa necessariamente ser comprado. Pode ser feito por você. Pode de ser algo que já lhe pertence e que você deseja dar para alguém, como recordação.
É através desse valor intangível que a generosidade se mostra no ato de presentear, já que a pessoa que oferta o presente abre mão de algo que considera importante e especial, em prol da pessoa a ser presenteada, ou seja, não há apego, há doação, pura generosidade.
Só por isso, já dá pra entender que a importância de um presente está muito longe do valor monetário com o qual ele foi adquirido ou produzido.

Por outro lado, o ato de presentear pode ser também um ato de gratidão por parte de quem dá e também de quem recebe o presente.
Vem daí a importância de se agradecer sempre pelo presente recebido, independentemente do seu valor, utilidade ou afinidade.
Devemos manifestar gratidão por sermos queridos, lembrados, homenageados e, para isso, é preciso compreender que alguns presentes podem até não "agradar" de cara, mas, certamente, trazem consigo muito sentimento, apreço, e motivações verdadeiras, E é isso que importa!

Agora, partindo para um lado mais prático, qual seria, então, a melhor forma de presentear?
Será que existe algum segredinho para acertar na escolha do presente?

Conhecer bem a pessoa já é "meio caminho andado", ou seja, 50 % de chance de acertar no presente. Ter certa intimidade com a pessoa presenteada nos ajuda a descobrir suas preferências e sabermos mais facilmente como agradá-la. Isso minimiza as possibilidades de cometermos gafes horrorosas do tipo: escolher uma roupa que não combina com o estilo da pessoa a ser presenteada, ou de uma cor que a pessoa detesta, comprar um CD de um cantor ou banda que a pessoa não gosta ou desconhece, comprar um equipamento esportivo pra quem foge de academias ou outras práticas esportivas e por aí vai ...

Bruxinhas são sempre bem-vindas; 
presentes de Jana, Regina e Adri.
Escolher algo que seja "a cara da pessoa a ser presenteada" significa que você reconhece nessa pessoa algumas características que te fazem lembrar dela, mesmo quando ela não está por perto, mesmo em ocasiões diversas e inesperadas.
Não sei por qual motivo meus amigos lembram de mim quando veem bruxinhas por aí? Por que será?
Minha coleção está aumentando a cada dia ... kkkkk

Estar na lembrança de alguém é fazer parte da vida dessa pessoa. Isso, por sí só, faz com que a pessoa presentada sinta-se importante ao ser lembrada, sobretudo porque é uma bela demonstração de carinho, atenção e afeto.

É comum sentirmos dúvidas para escolher um presente.
Será que devemos escolher sempre algo que agrade ao presenteado ou devemos optar por algo que nos represente propriamente?
Acredito que o ideal é que o presente seja um misto dessas duas possibilidades, mas isso nem sempre é possível, nem fácil de conciliar.
Às vezes a pessoa a ser presenteada tem gosto, estilo e preferências totalmente diferentes de nós, que fica impraticável combinar.
Sendo assim, ao presentear, priorizo as preferências da pessoa a ser presenteada e não as minhas. Já fiz isso algumas vezes e deu muito certo.

Há aquelas pessoas difíceis de se presentear; aquelas pessoas que já têm tudo ou aquelas que você ainda não conhece.
E por falar em não conhecer a pessoa presenteada ou conhecer só um pouquinho, um dos primeiros presentes que recebemos dos nossos pais ou que ofertamos aos nossos filho é o nome. Já pensou nisso?
O nome de cada um de nós é um presente que recebemos, quando ainda temos pouquíssimo tempo de convívio com os nossos pais; e são tantas as possibilidades até se chegar a esse nome e há tanto amor envolvido, não é?
Sabemos de algumas escolhas pouco convencionais que existem por aí, e que trazem como resultado nomes inusitados e até desastrosos, talvez até porque as pessoas envolvidas não souberam muito escolher o presente, pensaram mais em si mesmas que na pessoa presenteada... Sei lá!

Quanto ao meu nome já contei um pouco pra você no texto "Meu nome, variações e curiosidades".
Confesso que há controvérsias quanto ao meu nome ser a minha cara (kkkk), mas graças aos apelidos, me acostumei com ele e, hoje, posso dizer que até gosto dele. Não morro de amores, mas gosto. Não acho-o bonito, mas também, não é horroroso; tem piores. Se tivesse um H no início, acho que eu iria gostar mais. Enfim, é Ildete e ponto. Foi a escolha do meu pai, tem tudo a ver com o nome dele, e esse foi o jeito que ele encontrou de estar marcando presença na minha vida, incondicionalmente. Tem como não amar uma pessoinha assim? Então ...

Os nomes dos meus filhos trazem consigo algumas histórias. e creio que esse assunto, por si só, merece um post só pra ele ... Posso adiantar que Diego e Danillo também foram escolhas do coração. Particularmente, acho que eu e meu esposo, acertamos na escolha desses "presentes"; acho que esses nomes têm tudo a ver com eles. Na verdade, nós é que estávamos sendo presenteados por Deus, com duas pessoinhas tão especiais em nossas vidas.

Bem, voltando à nossa conversa,  o presente pode ser algo simbólico e não, necessariamente, algo de que a pessoa presenteada esteja necessitando. Portanto, essa é a hora de usar e abusar da criatividade na hora de escolher presente e, se o presente for muito criativo, o cartãozinho pode ajudar a explicar um pouco sobre o presente.

Particularmente, sou uma pessoa "fácil" de ser presenteada.



Canções e vozes que amo, 
presentes de Dena e Célia.
Gosto de quase tudo: flores ao vivo e em cores, aromas nos vidrinhos, romances e histórias contados em páginas, vozes que encantam a alma e arrepiam a pele, roupas, sapatos e enfeites coloridos, doces que se transformam em sorriso.
Adoro perfumes, cremes, sabonetes, tudo muito perfumado! Bons aromas despertam sempre bons sentimentos e rendem-nos boas lembranças...
Quem me conhece pelo menos um pouquinho, logo fica sabendo das coisas que eu gosto, das minhas manias, minhas paixonites: minhas bruxinhas, fotos, livros, vozes favoritas, tudo!
Agora um pequeno defeito: em matéria de presentes, sou ciumenta e acumuladora.
Adoro guardar tudo que recebo de presente. Meus armários estão repletos de caixinhas e mais caixinhas com esses mimos.
Já mostrei  AQUI no texto "Fevereiros de aniversários", uma porção de bilhetes, cartões e mensagens que guardo com muito carinho e que amo revisitá-los de tempos em tempos.

Se ganho objetos de uso pessoal, costumo usá-los, como se diz por aí, até a última gota, até acabar mesmo, e às vezes, quando acaba, guardo a embalagem.
A cada novo uso, lembro do momento em que fui presenteada e, claro, lembro da pessoa que me presenteou.

Livros, canções e amor 
dos filhotes, Diego e Dan.
Livros são sempre presentes muito especiais para mim. Além de trazerem a lembrança de quem me presenteou, ainda me delicio com o teor do livro, que se revela a cada página virada e que ressurge a cada nova leitura. Quando ganho um livro, costumo pedir logo uma dedicatória. Gosto muito de ter também a lembrança da caligrafia da pessoa, que é, sem dúvida, um registro muito intenso.
Ah! As dedicatórias são sempre muito interessantes e cheias de personalidade, cada uma mais linda que a outra!


Bruxarias por toda parte: velinhas, 
gnomo, e sal grosso, 
presentes de Rê e Newminha!


Comumente, ando pela minha casa, abro armários, gavetas, contemplo as estantes e encontro tanta gente querida. São tantos presentes que já recebi!

São aromas, texturas, cores, sabores, palavras que perpetuam momentos de entrega e muito bem querer. Doces lembranças que trazem pra perto dos olhos aquelas pessoas que habitam meu coração, mas que, por infinitas razões, não podem estar presentes a todo instante e encontram um jeitinho de dizer "oi, estou aqui" a cada novo encontro.
Nem teria como ilustrar aqui todos os presentes que já recebi, mas você pode ter certeza que todos são muito valiosos para mim. Sou eternamente grata por receber tanto carinho!

Um presente é como se fosse uma extensão da alma pessoa que presenteia, é uma porção de energia que sinaliza sua presença.
Há quem diga que flores, bombons, chocolates são presentes bonitos, porém não conseguem ser lembrados por muito tempo.
Tenho provas de que não é bem assim...
Lembro de todas as vezes que recebi flores e bombons: uma sensação maravilhosa, um gesto delicado e encantador. A gente fica com uma carinha assim,  meio boba ... É só alegria!


Recebendo flores de Dione, Suely e Regina!

E tem muito mais gente que pensa e sente como eu.
Olha só que surpresa boa eu tive ...

Ano passado reencontrei Narciza, uma amiga da época da faculdade.
Não nos víamos há muitos anos. Foi, então,  num almoço que relembramos bons momentos vividos, os perrengues e causos do tempo da faculdade, e ela, que tem uma memória exemplar, lembrou que no dia do casamento dela recebeu rosas (na cor "champagne"), que eu havia enviado e que recebeu também, na casa do noivo, um presente partilhado (meu e de Nélia, outra colega da turma da faculdade), que era uma peça decorativa (um cacho de uvas esculpido em pedras coloridas), que ela fez questão de dizer que tem até hoje no apartamento dela.
Após esse encontro, ela nos mandou uma foto do tal cacho de uvas para relembrarmos.
Confesso que não lembrava disso, muito menos com essa riqueza de detalhes (após quase 30 anos!), mas é muito gratificante saber que até hoje ela lembra de tudo com tanto carinho! Fiquei muito feliz com essa lembrança.

E essa história se repetiu há uns vinte dias...

Eu estava no shopping e encontrei outra amiga, Elis, que trabalhou comigo durante muitos anos. Ela estava acompanhada do esposo e seus dois filhos adolescentes. Fazia um tempinho que não nos encontrávamos pessoalmente. Graças à tecnologia, eventualmente nos encontramos nas avenidas virtuais, nas mensagens de aniversário e fotos. Tenho um grande carinho por ela, e a chamo de minha Barbie até hoje. Ela começou a trabalhar na mesma empresa que eu, quando ainda era muito jovem, estudante, era a nossa estagiária. Acompanhei de perto o início da vida profissional, seu talento e competência, e também tive o prazer de presenciar o casamento dela.
Nesse breve encontro, conversamos rapidamente, ali mesmo no meio da praça de alimentação, e ela fez questão de recordar nossos bons tempos de convívio, e lembrou com muita alegria do ramalhete de rosas cor-de-rosa que enviei para ela no dia do casamento (há quase 20 anos!).

Para essas duas noivinhas lindas, as rosas cumpriram o papel de expressar e eternizar os votos de felicidade que lhes dediquei naquela ocasião e que continuam válidos até hoje, graças a Deus!
Muito legal isso, não é?

O dia do casamento é sempre uma ocasião muito especial. É comum os noivos receberem muitos abraços, manifestações de carinho e inúmeros presentes nesse dia.
Muitas vezes, um simples cartãozinho, palavras gentis, uma assinatura, ou mesmo um laço de fita podem ajudar a fixar ainda mais as lembranças e perpetuar um momento de felicidade como esse.

No mais simples presente,
 o doce sabor do amor.  
Lembranças de Tia Zezé!
Tenho ainda muitos presentes que recebi no meu casamento. muitos estão no uso diário, outros apenas em ocasiões especiais. Cada um cumprindo bem o seu papel.
Dentre eles, gosto demais de um presente muito simples, mas extremamente útil e que eu tenho o maior cuidado para não quebrar. É uma forma refratária que me foi dada por Tia Zezé, hoje já falecida. Todas as vezes em que uso essa forma, lembro dela com muito carinho. Parece até que a estou vendo, falando pausadamente, com uma voz doce e suave... Ela sempre foi tão atenciosa comigo...
Esse presente guarda um significado bem especial para mim.

Acho extremamente reconfortante olhar para um presente tempos depois de recebê-lo e reviver  toda a energia do momento que ficou no passado e trazer à lembrança a pessoa que me presenteou.
Tudo fica tão nítido na memória que tenho a impressão de ouvir a voz, sentir o perfume e a presença dessa pessoa

Agora deixa eu contar uma coisa: é claro que já recebi presentes inesperados, inusitados e alguns, eu diria, um pouco estranhos ou talvez incompatíveis com a minha personalidade!

Que eu lembre, o presente mais inusitado que já recebi foi um cachorro: meu lindo e amado labrador, Luxus.


Como não amar esse presente do maridão?

Ele foi um lindo presente de aniversário de casamento que recebi do meu marido. Um verdadeiro filho de quatro patas. Era setembro de 2006, meu marido foi me buscar no trabalho e quando entrei no carro, lá estava uma caixa aos meus pés. Quando abri a caixa, me apaixonei! Era Luxus, o baby dog mais lindo desse mundo e que conviveu conosco por dez anos.
Agora, ele se chama saudade, uma estrelinha a nos guiar lá de cima...
Pra você que ainda não viu, já contei a história dele inteirinha  AQUI no texto "Tudo será como antes, Luxus".

A linda panela vermelha, 
presente das amigas da Pracinha!

Falando em presente diferente, que tal uma panela vermelha?
Sei que panelas não costumam ser presentes de aniversário, mas para mim foi um presente incrível!
Minha panela mais parece um caldeirão de bruxa fashion! A minha cara! Amei esse presente!
Adoro cozinhar e essa panela é um convite para fazer uma comidinha beeem gostosa!




Coincidências de bom gosto,
presentes de Adri e Sula
Já ganhei presentes gêmeos, quer dizer, repetidos: perfumes, CDs, livros e até no casamento, foram dois conjuntos de jantar iguaizinhos (inclusive a mesma cor da louça). Achei ótimo! Como diz o ditado, se um já é bom, dois então ...

Já recebi presentes, que não consigo usar. Mas não é que não tenha gostado... é que tenho pena de usar pra não estragar, não quebrar, não manchar, não sujar ... Mania do "pra sempre", pura mania!



Gêmeos e lindos!
Presente da sogrinha!
Também já recebi presentes que a princípio nada tinham a ver comigo, e que tempos depois ganharam a minha simpatia de verdade.
Aprendi a gostar, simples assim!
Isso acontece quando o presente é algo desconhecido: um perfume que você nunca usou, um CD que você nunca ouviu, um livro que você desconhece o autor, uma roupa moderninha demais, um acessório que você nunca pensou em usar.


Certa vez ganhei um livro de Paulo Coelho, chamado "Onze Minutos", numa brincadeira de amigo secreto. Eu adoro livros, todos sabem disso, mas tinha certa aversão a Paulo Coelho. Não sei exatamente o porquê, mas até então, nunca tinha lido um livro dele. Olha aí o tal do preconceito!
Quando recebi o livro, agradeci ao meu colega, porém, confesso, não me empolguei muito.
Depois, li o livro e achei-o interessante.
Foi aí que resolvi comprar e ler outros livros de Paulo Coelho, inclusive a biografia dele, conforme já contei pra você AQUI no texto "Mais páginas de uma paixão".
Acho que fiz bem!
Paulo Coelho não passou a ser meu escritor favorito,  mas gostei desses livros.
Por essas e outras, precisamos estar receptivos às novidades sempre e não estagnar por causa de preconceitos, né?

Você deve estar achando que sempre acerto nos presentes... Ah! Quem  me dera!
Certamente já fui mal sucedida em alguns presentes que dei, mesmo que eu tenha feito o máximo esforço para acertar.
Afinal, isso pode acontecer com as ...
melhores pessoas,
melhores famílias e também com as
melhores bruxas! kkkkk


Lembro bem do primeiro presente que dei para o meu marido, na época meu namorado: uma camisa cinza.
Isso foi há muito tempo, era dia dos namorados, e eu, ainda adolescente. O namoro era muito recente, grana curtíssima, e por isso foi super difícil escolher o presente.
Eu estava fazendo compras com a minha mãe e não fazia ideia do gosto dele, mas queria muito acertar. Pra falar a verdade, acho que nem eu gostei do presente que eu mesma escolhi! Acredito que ele também não, pois usou aquela camisa apenas uma ou duas vezes, só para me agradar.
Esse presente foi um fracasso total.

Por outro lado, ele adorava me presentear e fazer surpresas, como até hoje!
Vez por outra. ele aparecia ao final das aulas do cursinho com caixas enormes, presentes nada discretos. Bichinhos de pelúcia eram presentes muito frequentes naquela época. Eu ganhei vários. Alguns guardo até hoje.
Certa vez ganhei dele um lindo par de botas cor de vinho, uma caixa enorme! Um presente bem inusitado para o clima nordestino. Apesar de tudo, eu gostei muito desse presente e usei (sempre que foi possível) com calor e tudo mais.
Para nossa alegria, posso dizer  que a nossa sintonia de casal melhorou muito com tempo e isso também se refletiu nos presentes trocados.
Num certo dia dos namorados, anos depois, compramos o mesmo modelo de relógio. A única diferença foi que comprei para ele a versão masculina, que era um pouquinho maior do que a versão feminina, que ganhei. Mas os relógios eram iguaizinhos: mesma marca, mesma cor, mesma pulseira. Foi muito engraçado trocarmos os presentes, comprados em lojas diferentes, e ao abrí-los, sermos surpreendidos ao mesmo tempo... Literalmente, aquela foi a hora da surpresa!
O meu relógio funciona até hoje, já o dele ainda existe, mas não funciona.


Bem, se você está pensando que presente é só aquele que vem numa caixinha especial e traz um laço de fita, vou logo avisando que errou feio!

A nossa companhia, o nosso "tempo" é um dos presentes mais preciosos que podemos ofertar a alguém. E, se dizem por aí que tempo é dinheiro, então,  nossa presença é ouro puro!
Nosso tempo de dedicação a alguém é a nossa disponibilidade em estar com essa pessoa, ouvirmos o que ela tem a nos dizer, olharmos em seus olhos, observarmos os seus gestos, atitudes, fazermos companhia, segurarmos suas mãos, ouvirmos suas queixas, lamentações e também suas conquistas e alegrias, compartilharmos boas conversas, risadas e trocarmos inúmeros abraços, que servem para celebrar coisas boas e também dividir dissabores.
Viu só que presentaço?

Talvez seja esse o grande barato de presentear: preservar vínculos afetivos, estreitar laços, se fazer presente na vida de alguém e ter a certeza que ...

apesar dos corações habitarem corpos distintos,
podem, sim, vibrar numa mesma frequência!





Até o próximo presente! 
Sim, porque escrever aqui no blog é como preparar presentes ...
para você!

Beijos





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2 comentários:

  1. Dete, como sempre uma riqueza esse seu blog. Que você continue nos presenteando desta forma. Muito Lindo! Beijos e um grande abraço!!

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    Respostas
    1. Fico feliz que você vindo aqui, tido a paciência de ler meu texto e ainda ter se disposto a escrever um recadinho tão delicado e atencioso! Agora vou confessar, que a minha bola de cristal não revelou o seu nome.... kkkk Obrigada de coração!

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